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Mulher que derrubou o Papa ganha homenagens no Facebook

25 de dezembro de 2009

/ by Samuel Rodrigues
A mulher que nesta quinta-feira conseguiu burlar a segurança do Vaticano e derrubou o papa Bento XVI pouco antes da Missa do Galo, na Basílica de São Pedro, já recebeu homenagens em páginas da rede social Facebook, o que foi duramente criticado por autoridades italianas, segundo informações da Agência Ansa.


Desde ontem à noite já surgiram quatro páginas de fãs da mulher, uma delas com mais de 400 membros, além de inúmeros outros pequenos grupos.


Na Itália, o debate sobre medidas para coibir a criação de páginas de internet que incentivam a violência ganhou força depois que o premier Silvio Berlusconi foi agredido ao deixar um comício em Milão, no último dia 13. No Facebook, surgiram inúmeras comunidades elogiando o ato do agressor, o que suscitou a discussão sobre até que ponto os sites podem desencadear condutas violentas.

"Esperamos que os grupos que celebram no Facebook o gesto de Susanna Maiolo possam voltar a refletir sobre a estupidez e a vileza de sua insolente iniciativa, que deve ser condenada e detida", disse o ministro de Atualização de Programas do governo, Gianfranco Rotondi. Para Rotondi, o episódio e suas repercussões negativas representam "uma página suja deste Natal". "A esperança é que a mensagem do Papa os inspire os criadores das páginas no Facebook em uma ação de bom senso", afirmou.


Maiolo tem 25 anos é de nacionalidade suíço-italiana. Ontem à noite, quando o Pontífice se dirigia ao altar para celebrar a tradicional Missa do Galo, ela saltou a divisória que isolava o espaço destinado ao público e avançou sobre o Santo Padre.

Embora tenha sido interceptada, ela ainda conseguiu puxá-lo, levando-o ao chão. O Papa foi prontamente socorrido por auxiliares e celebrou a missa normalmente. A mulher foi presa e posteriormente encaminhada a um centro médico. Segundo o Vaticano, ela teria "distúrbios psíquicos" e no ano passado tentou um ato similar, mas foi contida.

"A presença de admiradores de Susanna Maiolo no Facebook confirma a necessidade de uma intervenção legislativa", argumentou, por sua vez, o senador Antonio Gentile, membro do partido governista Povo da Liberdade (PDL).


Um site como o Facebook, opinou ele, "não pode ser um lugar onde se incita à violência. É necessária uma intervenção legislativa séria, e ninguém pode dizer que isso coloca em risco a liberdade". "Cada um de nós é livre para atuar e falar, mas ninguém tem liberdade para insultar os outros e fazer chamados à violência", ressaltou.

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