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PLANTÃO:Papa lamenta a morte do presidente polonês em acidente de avião

10 de abril de 2010

/ by Samuel Rodrigues
O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, morreu neste sábado quando o avião em que viajava com 95 pessoas, um Tupolev-154, entre elas sua esposa e os principais comandantes das Forças Armadas, caiu sem deixar sobreviventes perto de Smolensk (oeste da Rússia).


Lech Kaczynski, um jurista conservador e católico fervoroso, de 60 anos, havia sido eleito presidente da Polônia em 2005.

Entre as vítimas estão, também, o presidente do Banco Central polonês, Slawomir Skrzypek, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Franciszek Gagor, assim como os principais comandantes do Exército polonês.

"O avião teria se chocado com árvores, incendiando em seguida", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores polonês, Piotr Paszkowski, ao canal TVN24.

Todos se dirigiam a Katyn, perto de Smolensk, para assistir a um ato em homenagem a oficiais poloneses executados há 70 anos pela polícia de Stalin.

O massacre de Katyn ainda pesava sobre a relação entre Moscou e Varsóvia, tensa desde a decisão da Polônia de entrar na Otan, em 1999, e na União Europeia, em 2004.

Na quarta-feira, pela primeira vez, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, visitou Katyn, para prestar homenagem aos oficiais poloneses mortos, um gesto longamente aguardado por Varsóvia.


No total, 22 mil oficiais poloneses - capturados após a invasão do leste da Polônia pelo Exército Vermelho, em virtude do pacto entre Berlim e Moscou - foram executados pela NKVD (ancestral da KGB) entre abril e maio de 1940.

Embora as execuções tenham ocorrido em diferentes lugares, Katyn se tornou o símbolo do massacre por ser o local onde foram encontradas as fossas comuns, em 1943.

O avião em que viajava o presidente da Polônia caiu às 10H50 locais (06H50 GMT) perto de uma pista de pouso situada na periferia da cidade de Pechersk, a alguns quilômetros de Smolensk.

O acidente ocorreu "em condições de névoa espessa", precisou o ministério russo das Relações Exteriores em comunicado.

Suspeita-se de que tenha sido causado por um erro do piloto, informou a agência RIA Novosti, citando fonte das forças de segurança russas.Segundo a agência Interfax, as autoridades russas propuseram à tripulação polonesa o pouso em Minsk ou em Moscou, devido à névoa, mas o piloto preferiu fazê-lo perto de Smolensk.

O acidente ocorreu quando o piloto tentava a aterrissagem pela quarta vez, segundo a Interfax.

A televisão russa divulgou imagens dos restos do avião espalhados por um bosque, podendo-se ver fragmentos em chamas do aparelho.

"Havia a bordo do Tupolev-154, 96 pessoas, entre elas 88 membros da delegação polonesa", declarou o porta-voz do ministério russo de Situações de Emergência à agência de notícias Interfax.

O presidente russo, Dimitri Medvedev, ao ser informado da tragédia, enviou para o local o ministro Serguei Choigu.

Medvedev e o primeiro-ministro Vladimir Putin prometeram investigação minuciosa.

A União Europeia, através de sua presidência de turno, a Espanha, expressou "solidaridade" à Polônia.

A chanceler alemã Angela Merkel declarou-se "profundamente consternada".

O Papa Bento XVI afirmou ter tomado conhecimento "com profunda dor" da morte "trágica" do presidente polonês Lech Kaczynski.

"É com profundo pesar que soube da morte trágica do presidente Lech Kaczynski", declarou Bento XVI em telegrama dirigido ao presidente do Parlamento polonês, Bronislaw Komorowski.

Nos Estados Unidos, o presidente Obama afirmou que a morte do presidente Kaczynski representa uma grande perda para o mundo.
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