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Governo de Cuba vai libertar 52 presos políticos, diz Igreja Católica

7 de julho de 2010

/ by Samuel Rodrigues
Cinco deles devem ser soltos já nas próximas horas, diz comunicado.
Governo da ilha ainda não confirmou a informação.

O governo de Cuba vai libertar 52 presos políticos, disse nesta quarta-feira (7) a Igreja Católica do país em um comunicado.

Cinco dos presos devem ser soltos nas próximas horas, e os outros 47 em um período entre três ou quatro meses. Seis destes seriam transferidos para prisões mais próximas de suas casas.

O governo cubano ainda não confirmou a informação.

Os 52 dissidentes que serão soltos são os que ainda restavam do Grupo dos 75, presos em 2003, na chamada "Primavera Negra".

Devido ao caso dos 75 políticos detidos, a União Europeia (UE) impôs sanções a Cuba, levantadas temporariamente em 2005 e definitivamente em 2008 por iniciativa ds Espanha que, nos últimos anos, tentou aproximar Havana e Bruxelas.

A libertação foi comunicada em um encontro do presidente de Cuba, Raúl Castro, com o cardeal Jaime Ortega e o chanceler da Espanha, Miguel Angel Moratinos, segundo documento divulgado pelo Arcebispado de Havana.

O cardeal Jaime Ortega e o chanceles da Espanha, Miguel Angel  Moratinos, durante encontro nesta terça-feira (6) em Havana.
O cardeal Jaime Ortega e o chanceles da Espanha, Miguel Angel Moratinos, durante encontro nesta terça-feira (6) em Havana. (Foto: AFP)

O documento afirma que os cinco primeiros libertados vão poder partir rumo à Espanha em companhia de seus parentes.

Os demais também poderão deixar a ilha. A imprensa espanhola menciona que França e Espanha receberiam os presos políticos, enquanto que o Chile se declarou oficialmente disposto a fazê-lo.

Pressão internacional

A Igreja Católica cubana vinha fazendo desde 19 de maio a mediação para tentar a soltura dos dissidentes.

Cuba está sob forte pressão internacional após a morte do dissidente Orlando Zapata Tamayo, em 23 de fevereiro, depois de uma greve de fome, e desde então amenizou sua política para dissidentes, considerados mercenários a trabalho dos EUA.

O governo de Cuba vai libertar 52 presos políticos, disse nesta quarta-feira (7) a Igreja Católica do país em um comunicado.

Cinco dos presos devem ser soltos nas próximas horas, e os outros 47 em um período entre três ou quatro meses. Seis destes seriam transferidos para prisões mais próximas de suas casas.

O governo cubano ainda não confirmou a informação.

Os 52 dissidentes que serão soltos são os que ainda restavam do Grupo dos 75, presos em 2003, na chamada "Primavera Negra".

Devido ao caso dos 75 políticos detidos, a União Europeia (UE) impôs sanções a Cuba, levantadas temporariamente em 2005 e definitivamente em 2008 por iniciativa ds Espanha que, nos últimos anos, tentou aproximar Havana e Bruxelas.

A libertação foi comunicada em um encontro do presidente de Cuba, Raúl Castro, com o cardeal Jaime Ortega e o chanceler da Espanha, Miguel Angel Moratinos, segundo documento divulgado pelo Arcebispado de Havana.

O cardeal Jaime Ortega e o chanceles da Espanha, Miguel Angel Moratinos, durante encontro nesta terça-feira (6) em Havana.O cardeal Jaime Ortega e o chanceles da Espanha, Miguel Angel Moratinos, durante encontro nesta terça-feira (6) em Havana. (Foto: AFP)

O documento afirma que os cinco primeiros libertados vão poder partir rumo à Espanha em companhia de seus parentes.

Os demais também poderão deixar a ilha. A imprensa espanhola menciona que França e Espanha receberiam os presos políticos, enquanto que o Chile se declarou oficialmente disposto a fazê-lo.

Pressão internacional

A Igreja Católica cubana vinha fazendo desde 19 de maio a mediação para tentar a soltura dos dissidentes.

Cuba está sob forte pressão internacional após a morte do dissidente Orlando Zapata Tamayo, em 23 de fevereiro, depois de uma greve de fome, e desde então amenizou sua política para dissidentes, considerados mercenários a trabalho dos EUA.

Outro dissidente, Guillermo Fariñas, está em greve de fome há 134 dias pela soltura de 25 presos políticos doentes, que devem estar no grupo a ser libertado. Ele se disse cético a respeito do anúncio desta quarta-feira.

Entidades pró-direitos humanos avaliaram nesta semana que o regime comunista da ilha ainda tem 167 dissidentes atrás das grades, incluindo dez em liberdade condicional.

Se confirmada, a libertação deve ter impacto positivo nas relações de Cuba com os Estados Unidos e a Europa.

A libertação seria a maior desde 1998, quando 101 prisioneiros políticos estavam entre os cerca de 300 detentos soltos após a visita do papa João Paulo II.

guillermo fariñas dissidente cubano
O dissidente cubano Guillermo Fariñas, que está em greve de fome, em foto de abril. (Foto: AFP)
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