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Líder da Assembleia de Deus (EUA) fala sobre política, falar em línguas e evangelho da prosperidade

15 de agosto de 2010

/ by Samuel Rodrigues

As Assembleias de Deus podem não estar nas linhas de frente, transmitindo suas posições sobre as questões políticas, mas isso é uma jogada calculista, de acordo com o líder da denominação.

“Nós nunca quisemos que nossa posição política se tornasse uma barreira para primeiro e, fundamentalmente, alcançar pessoas com as notícias de salvação de Jesus Cristo. Então nós temos sido cuidadosos em não elevar nossa mensagem política sobre a mensagem de salvação,” disse o Superintendente Geral das Assembleias de Deus nos EUA, Dr. George O. Wood.

Wood esteve respondendo a uma questão, terça-feira, durante uma sessão ao vivo de Q&A que foi transmitida ao vivo na Web. A questão enviada por email, apontou que outras denominações parecem, muitas vezes, dar um passo à frente, mais cedo, compartilhando suas posições sobre questões políticas, bem diante das Assembleias de Deus.

Enquanto o corpo da Igreja Episcopal questiona declarações sobre tais questões como aborto e imigração, Wood encoraja cuidado, especialmente, quando sua missão é para alcançar pessoas sem Igreja.

Se um visitante entrou numa Igreja onde não havia mesas para assinar sobre as causas políticas, o visitante primeiro vê a posição política da Igreja e nunca senta para ouvir a mensagem do Evangelho, apontou Wood.

“A causa política os tira da oportunidade de primeiro alcançar seus corações e alma e seu destino eterno,” explicou ele. “Nós nos preocupamos primeiro com o destino eterno das pessoas, porque nós acreditamos que há salvação em nenhum outro senão Jesus Cristo.”

“Nós não queremos colocar nenhuma barricada que nos dificulte de ter aquela mensagem de que Jesus Cristo veio para salvar você de seus pecados e para dar a você uma vida eterna.”

Além disso, uma vez que a pessoa se torne um seguidor de Jesus, como um novo crente estuda a Bíblia, isso irá informar sua opinião política e pessoal, notou ele.

A Assembleia de Deus é uma das maiores denominações Pentecostais no país com cerca de 1,7 milhões e 2,9 milhões de aderentes. Em contraste com o que o que as principais denominações Protestantes têm estado enfrentando por décadas, o corpo Pentecostal tem continuado a ver ganhos em aderentes.

Durante a web cast “Ask the Superintendent (Pergunte ao Superintendente)” de terça-feira, Wood direcionou um número de tópicos quentes incluindo homossexualidade, oração em línguas e evangelho da prosperidade.

O Ato da homossexualidade representa uma ofensa contra Deus e moralidade, disse ele, e que “permanentemente desqualifica uma pessoa de realizar credenciais ministeriais.”

O corpo da Igreja “pode ter alguma amplitude se a pessoa veio da homossexualidade e tem tido um enfrentamento ou um registro contínuo de moralidade em sua vida,” adicionou Wood, mas distritos – ou corpos governamentais regionais – são livres para olhar para isso caso por caso.

Com relação à doutrina das Assembleias de Deus sobre “falar em outras línguas,” Wood reafirmou que o ato como evidência física inicial do batimso do Espírito Santo.

Somente como “evidência física inicial de ser batizado na água é que você fica molhado, a evidência física de ser batizado no Espírito Santo é falar em outras línguas,” ressaltou Wood.

“Isto está no DNA do movimento Pentecostal. Isto está em nosso DNA,” disse ele. “Um dos aspectos de retornar para o primeiro amor e lembrar do primeiro amor é que nós voltamos para a pureza da experiência do Espírito Santo que nossos antepassados tiveram.”

O Superintendente encorajou pastores e Igrejas a pregarem sobre os dons espirituais para ver um aumento dos batismos no Espírito.
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