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O Estado: Mercado Fonográfico de olho no crescimento dos evangélicos

16 de agosto de 2010

/ by Samuel Rodrigues

Gravadoras percebem a expansão da música Gospel e apostam no talento desses representantes

O Estado RJ

Em pesquisa recente divulgada pelo Sepal (Serviço de Evangelização para a América Latina) estima-se que até 2020, metade dos brasileiros serão evangélicos. A influência desses fiéis em potencial já começa a apontar mudanças no mercado fonográfico e as gravadoras investem cada vez mais em novos talentos da música Gospel. Para os nomes já consagrados, o crescimento de adeptos à religião pode representar uma boa oportunidade; e quem está iniciando a carreira tem boas expectativas.

Um dos sinais dessa expansão tem sido a criação de selos para a música Gospel em gravadoras que não são exclusivamente evangélicas. Do ponto de vista profissional, o produtor musical Israel Leonardo Fersil, que atua há 6 anos com eventos de música Gospel ao vivo e há 1 ano em produção de CD, considera uma boa oportunidade para os cantores, porém ressalta que é preciso ter cuidado para não perder a identidade cristã. “O que pode afastar o público evangélico é a perda de identidade por parte do cantor”, alerta.

Sobre a abertura de espaço para cantores evangélicos em gravadoras seculares, a cantora Jozyanne, que iniciou o ministério em 1995 como vocalista do grupo Altos Louvores, considera uma ótima oportunidade para buscar a excelência na música Gospel. “É um despertar para a música evangélica, um tempo que até as portas da mídia secular serão abertas,e o que é melhor, sem preconceitos”, comemora, chamando a atenção para a necessidade de o cantor ter compromisso e não perder o foco.

O crescimento quantitativo previsto pela pesquisa do Sepal (Serviço de Evangelização para a América Latina) pode não ser qualitativo, mas Jozyanne acredita que é importante fazer a diferença como cristã. “Sempre teremos alguém que não honre a Deus como achamos que deveria no nosso meio, mas quem somos nós pra julgar? Eu preciso fazer a diferença onde eu for!”, conclui.

Israel Leonardo destaca ainda que, atualmente, há uma boa receptividade do público brasileiro não evangélico para a música Gospel. “As pessoas cantam pelas ruas as canções do Lázaro, sem falar no fenômeno que foi "Entra na minha casa" do Régis Danese, tocada inúmeras vezes em rádios seculares”, lembra o produtor. Em comparação ao mercado fonográfico em geral, o profissional afirma que o Brasil já sabe que, no meio gospel, há boa música, grandes talentos, excelentes profissionais da área de produção musical e bons shows.

Concordando com ele, a cantora Jozyanne, que acaba de gravar o primeiro DVD, afirma que a música evangélica é mais respeitada atualmente. “Quando se fala de música Gospel hoje em dia, as pessoas têm um respeito que antes não existia”, ressalta. Ela acrescenta que a gravação do DVD foi um momento muito especial. “Foi mais um sonho realizado”, festeja.

Para o diretor executivo da Sony Music Gospel, Maurício Soares, a música Gospel já vem conquistando espaço na sociedade brasileira, independentemente do crescimento dos evangélicos. “A música Gospel evoluiu e chamou a atenção de empresas consolidadas do setor”, afirma, ressaltando o fato de a Sony ser líder no mercado gospel nos Estados Unidos, com artistas como Michel W. Smith e Kirk Franklin. Maurício atua há pouco mais de 20 anos no meio Gospel, tem passagem pelas principais gravadoras evangélicas (MK Publicitá, Line Records e Graça Music) e, atualmente, coordena o selo Gospel da Sony Music.

Um dos pontos para melhoria da produção Gospel, na opinião de Maurício, é a qualidade. “A produção musical Gospel precisa melhorar em muitas formas. Acho que este amadurecimento será gradual e em pouco tempo teremos muitas conquistas pela frente”, aposta.
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