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Irã cogita suspensão de apedrejamento de mulher presa por adultério

2 de janeiro de 2011

/ by Action Entertainment

Chefe da Justiça do Azerbaidjão leste disse que existem algumas ambiguidades no caso

A pena de morte por apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani, condenada por adultério, poderia ser anulada, disse este domingo (2) um alto representante da Justiça iraniana, citado pela agência Fars.

Ao ser perguntado se o apedrejamento de Sakineh Mohammadi-Ashtiani podia ser anulada, Malek Ajdar Sharifi, chefe de Justiça da província do Azerbaidjão leste, declarou que "qualquer coisa é possível".

Sharifi também destacou que ainda há algumas "ambiguidades" nas "provas" deste caso, o que tem atrasado a decisão final.

A pena de apedrejamento contra Sakineh Mohammadi-Ashtiani tem provocado uma mobilização da comunidade internacional, razão pela qual as autoridades iranianas decidiram suspendê-la até rever o caso.

Ela foi condenada à morte por dois tribunais diferentes em 2006 pelo envolvimento no assassinato do marido. Em 2007, sua pena pelo assassinato foi reduzida, em apelação, a 10 anos de prisão, mas sua sentença a morrer apedrejada por adultério foi confirmada no mesmo ano por outra corte de apelação.

Libertação

A pena de apedrejamento de Sakineh gerou comoção internacional. A ONG Anistia Internacional organizou um abaixo-assinado pedindo a soltura da iraniana.

A primeira-dama da França, Carla Bruni, também tentou salvar a iraniana. Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, próximo do líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad, teve de se pronunciar após forte pressão. Ele ofereceu abrigo a Sakineh e a sua família, o que foi negado pelo governo de Teerã.

Sob pressão internacional, o Irã chegou a transmitir, por meio de sua TV estatal, uma suposta entrevista de Sakineh, na qual ela assumia a culpa pelos crimes dos quais era acusada.

No início de dezembro, uma ONG alemã que tem servido como porta-voz da mulher e de seu advogado informaram que ela havia sido libertada, assim como o seu filho e o advogado. O governo do Irã negou.

AFP / Gospel Channel
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