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Estilista é demitido por zombar de Deus

1 de março de 2011

/ by Samuel Rodrigues

PARIS (AFP) - A sociedade Christian Dior Couture anunciou nesta terça-feira ter iniciado um procedimento para demitir o estilista John Galliano devido ao caráter "particularmente odioso" de seu comportamento e a declarações racistas contidas em um vídeo.

"Hoje, em razão do comportamento particularmente odioso e das declarações feitas por John Galliano em um vídeo divulgado ao público na segunda-feira, a sociedade Christian Dior decidiu suspendê-lo de suas funções e iniciou contra ele um processo de demissão", afirma a maison em um comunicado.

A Dior ainda não anunciou de maneira oficial se manterá ou não seu desfile que devia ser realizado na sexta-feira, no Museu Rodin.

"No momento, vamos mantê-lo", indicou a maison ao ser indagada a respeito pela AFP.

Esse desfile é um dos mais esperados da Semana da Moda parisiense, que começou nesta terça-feira.

O diretor-geral da Dior Couture, Sidney Toledano, citado no comunicado oficial, "condena com a maior firmeza as declarações feitas por Johan Galliano em total contradição com os valores essenciais que sempre foram defendidos pela marca".

Na véspera, foi divulgada a existência de um vídeo que complicou ainda mais a situação do estilista e onde ele - já suspenso na semana passada pela Casa Dior por supostos insultos antissemitas - aparecia declarando "eu amo Hitler".

"Amo a Hitler", afirma o estilista de 50 anos com voz titubeante, visivelmente alcoolizado, a um grupo de pessoas sentadas junto a eles em um café, segundo o vídeo de 40 segundos divulgado no site do jornal sensacionalista The Sun.

"Gente como vocês estaria morta hoje. Suas mães, seus antepassados teriam sido fodidos pelo gás", afirma ainda no vídeo, feito por uma das pessoas do grupo no mesmo café o bairro de Marais, no centro de Paris, onde ocorreu um incidente similar na semana passada, segundo o Sun.

Galliano foi detido na noite de quinta-feira passado, em Paris, por agressão e por ter proferido "insultos de caráter antissemita".

O estilista, que negou as acusações, teve suas funções como diretor artístico da Christian Dior suspensas pela maison até a conclusão das investigações.

Galliano foi submetido na segunda-feira a uma acareação com o casal e a mulher que o acusam dos insultos racistas e antissemitas, acusações que, até o momento, nenhuma testemunha confirmou até o momento, e que serve de base para a defesa de seu advogado.
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