Senador Paulo Paim dá um show de palavras no congresso nesta quinta

Gospel Chanel Brasil APOIO À DEMOCRACIA - Mais de 1,25 milhão de pessoas participaram nesta quinta-feira (20) de protestos realizados em mais de 100 cidades brasileiras, pequenas, médias e grandes. Na maior parte dos casos, foram passeatas pacíficas, mas houve confrontos entre polícia e grupos minoritários em diversas cidades, como Rio de Janeiro, que reuniu o maior público (300 mil pessoas), e em Brasília, onde manifestantes atacaram o prédio do Itamaraty. À noite, a presidente Dilma Rousseff pediu para que todos os ministros ficassem em Brasília e convocou reunião para esta sexta (21). 

No Congresso, parlamentares mostraram apoio aos manifestantes. O gaúcho Paulo Paim (PT) criticou as prisões de manifestantes. “Não me venham com a ideia de criminalizar as manifestações. Deixem a juventude mostrar ao País com que cores quer pintar a aquarela brasileira”, afirmou. “O preço do transporte é uma das válvulas de escape da indignação com muitas causas de quem está na rua. Vejo a repulsa desse movimento à política tradicional.”  

Manifestações Brasil afora

Na última semana, o Brasil foi sacudido por diversas manifestações. O estopim foi o aumento da passagem de ônibus em São Paulo. Com o mote “Não são apenas 20 centavos”, além de se posicionar contra o preço do transporte público, os protestos criticaram tudo, passando pela condução da política brasileira, a corrupção, os gastos públicos com as obras para as copas das Confederações e do Mundo de 2014. O movimento, que não tem lideranças e nem agendas claras, recebeu afagos de todos os lados e chamou a atenção do governo. “Surgiram cidadãos que querem mais e que têm direito a mais. Sim, todos nós estamos diante de novos desafios”, afirmou a presidente Dilma Rousseff (PT). Em reunião com senadores, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, admitiu que as manifestações podem mudar as prioridades do governo. “São outras demandas que vão se apresentando e se olha para questões que antes nem se olhava, porque não se tinha o emprego e a alimentação”, disse. Na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, a proposta que quer diminuir os preços das tarifas cobradas dos usuários do transporte público por meio da redução da carga tributária incidente foi colocada em pauta.

Efeitos nas cidades

Nos municípios, os protestos já surtiram efeitos. Em Porto Alegre, o prefeito José Fortunati (PDT) anunciou a redução do preço da passagem com a isenção do ISS. Fortunati é um dos maiores defensores da desoneração do transporte público, tem apoio de parlamentares e discute com o governo há algum tempo a retirada de impostos das passagens. Pelotas e Cuiabá (MT) também anunciaram a redução da passagem. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que também é um dos articuladores da desoneração do transporte público, afirmou que não tem como diminuir o preço da passagem.

Paulo Paim

O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou, nesta quinta-feira (20), que, apesar de as manifestações que estão ocorrendo no Brasil não terem um alvo específico, elas têm pautas e propostas concretas, entre elas a exigência de investimentos em transporte, saúde e educação de qualidade e no combate à violência.
- Temos muito por fazer e por isso esse movimento é correto e é justo - disse o senador, acrecentando que o Palácio do Planalto tem que ouvir o que Ulysses Guimarães chamava de "a voz rouca das ruas”.



Paim afirmou que nem em momentos históricos como na luta contra a ditadura militar e durante o movimento Diretas Já, pelo restabelecimento das eleições diretas para a Presidência da República, houve um número tão grande de jovens protestando. Ele disse que cerca de 2 milhões de pessoas saíram as ruas hoje a favor de ideias e causas e cabe ao Congresso Nacional refletir sobre esse momento.

- Eu não consigo acreditar que só botar na linha de frente a reforma política consiga mexer com o povo brasileiro. Reforma política não movimenta a massa até pelo desgaste em que estão os partidos políticos – disse.

Paim disse que a população que está nas ruas quer resultados práticos. O senador defendeu avanços nas políticas para aposentados e pensionistas, o fim do voto secreto em todas as situações no Congresso e pediu a rejeição da PEC 37/2011, que retira poderes de investigação do Ministério Público.

Em aparte, os senadores Pedro Taques (PDT-MT), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) pediram manifestações pacíficas e condenaram a violência e a depredação nas ruas. Taques criticou a baderna causada por alguns manifestantes e apontou que certos atos precisam ser punidos, entre eles, a quebra de vidros no Itamaraty.

- Quando a casa do povo, para ter um grupo pequeno de senadores reunidos aqui, porque simpatizam com a luta deles lá fora, precisa estar protegida pela polícia, algo está profundamente errado – lamentou.


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