ad

►News

latest

Suspeito de matar nove em igreja de comunidade negra nos EUA é capturado

18 de junho de 2015

/ by Gchannel777

Atirador de 21 anos se chama Dylann Roof. Pastor do templo, o senador Clementa Pinckney, e sua irmã estão entre os mortos



CHARLESTON, Carolina do Sul — Depois de uma intensa caçada policial, o suspeito de matar nove pessoas em uma histórica igreja da comunidade negra em Charleston foi capturado nesta quinta-feira em Shelby, na Carolina do Norte, informaram as autoridades. 

O chefe da polícia local, Gregory Mullen, contou que o atirador, Dylann Storm Roof, de 21 anos, estava armado ao ser preso em um carro preto, mas não ofereceu resistência. Segundo Mullen, não há motivos para acreditar que há outras pessoas envolvidas no massacre. Seis mulheres e três homens foram mortos no ataque, entre eles o pastor do templo, o senador estadual Clementa Pinckney, e sua irmã.

Ao confirmar a prisão de Roof, o prefeito de Charleston, Joe Riley, chamou Roof de um "ser humano terrível" e agradeceu as autoridades federais pela ajuda na investigação.

— Nos EUA, nós não permitimos que pessoas más como essa escapem de seus atos covardes — disse Riley em uma coletiva de imprensa.

Os disparos aconteceram na noite de quarta-feira na Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel, uma das mais antigas da comunidade negra de Charleston e considerada um símbolo de resistência e do ativismo negro. Segundo a polícia, o atirador passou uma hora no local antes de começar o massacre, e depois do ataque foi visto saindo da igreja em um carro preto de quatro portas, o mesmo veículo no qual foi capturado.






Uma das sobreviventes contou ter sido poupada pelo assassino para "viver para contar o que aconteceu". Segundo outras testemunhas, citadas pela polícia, o jovem disse que estava no templo para atirar nos negros.

— Havia oito mortos dentro da igreja. Duas pessoas feridas foram levadas ao hospital e uma faleceu. No momento, temos nove vítimas fatais deste crime de ódio — afirmou Mullen. — Esta é claramente uma tragédia na cidade de Charleston.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, lamentou o massacre e enviou suas condolências às famílias das vítimas.

— Atos como esse não têm lugar no nosso país nem na nossa sociedade civilizada — disse Lynch.



SUSPEITO GANHOU ARMA NO ANIVERSÁRIO, DIZ TIO

Na manhã desta quinta-feira, a polícia divulgou imagem de Roof e pediu ajuda da população para identificar o jovem. Ao ver as imagens, o tio do atirador Carson Cowles identificou o sobrinho. Ele disse em entrevista que o jovem é "tranquilo" e de fala mansa, e ganhou uma arma de seu pai no aniversário de 21 anos.

— Quanto mais eu olho para a foto, mais me convenço que é ele — disse Cowles à Reuters.
Mas o histórico de Roof mostram um jovem diferente. Segundo as autoridades, ele já havia sido preso duas vezes neste ano: em 1º de março por um crime relacionado a drogas e em 26 de abril por invasão. E em fotos no seu perfil no Facebook, o jovem aparece com uma camisa preta com uma bandeira sul-africana do tempo do apartheid e outra do ex-regime segregacionista da Rodésia, atual Zimbábue.


A roupa do atirador durante o massacre também foi alvo de atenção. Um agente, que não quis se identificar, disse que Dylann estava usando um casaco muito pesado para um dia de calor em Charleston e sugeriu que ele estaria escondendo a arma na roupa.

— Estava muito quente — disse o agente. — Por que ele estava usando um casaco tão pesado?
Além do Departamento de Polícia de Charleston, o FBI também participa das investigações, que consideram o ataque como um "crime de ódio.

"Não há covarde maior do que um criminoso que entra em uma casa de Deus e mata pessoas inocentes envolvidas em estudos bíblicos", disse em um comunicado o presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), Cornell William Brook.




HILLARY E JEB BUSH ESTAVAM NA CIDADE

Nas primeiras horas após o ataque, a polícia impediu jornalistas e transeuntes de se aproximarem da igreja. Muitos eram repórteres que foram à cidade para cobrir eventos de campanha de Hillary Clinton e Jeb Bush.

A equipe de Jeb Bush, ex-governador da Flórida que está buscando a nomeação republicana para a disputa da Casa Branca, informou o cancelamento de todas as aparições previstas do candidato para esta quinta-feira em Charleston por causa do crime.

Hillary, candidata democrata, também estava na cidade na quarta-feira, mas um assessor disse que ela tinha deixado a cidade antes do ataque.

Em um comunicado, a governadora da Carolina do Sul, Nikki R. Haley, afirmou que ela e sua família estavam orando pelas vítimas.


"Enquanto nós ainda não sabemos todos os detalhes, sabemos que nunca vamos entender o que motiva alguém a entrar em um dos nossos locais de culto e tirar a vida do outro", lamentou a governadora.

PASTOR MORTO ERA 'UM LÍDER INCANSÁVEL'

James Todd Rutherford, que foi membro da Assembleia Legislativa do Estado junto com o reverendo Pinckney, descreveu o pastor como um líder incansável, de voz potente e uma missão para cumprir.
— Ele foi chamado para o ministério quando tinha 13 anos, ordenado aos 18 anos, eleito para a Câmara aos 23 e para o Senado aos 27 — recordou Rutherford. — Ele era um homem movido pelo serviço público.

Mais cedo, testemunhas disseram à rede TV americana CNN que havia muitos corpos dentro da igreja que não foram identificados.

— Isso é terrível. É um cenário muito triste — disse um pastor.

Um homem chegou a ser preso com descrição semelhante ao do suspeito de ter realizado o ataque, mas foi liberado.

A Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel foi construída em 1891 quando membros afro-americanos da Igreja de Charleston criaram sua própria congregação e é uma das mais antigas da cidade. Todas as noites de quarta-feira há um estudo bíblico no local. O edifício neogótico é considerado uma construção historicamente significativa, de acordo com o Serviço Nacional de Parques.

Em 1822, um dos co-fundadores da igreja, Denmark Vesey, tentou fomentar uma rebelião de escravos em Charleston, diz o site da igreja. A trama foi frustrada pelas autoridades e 35 pessoas foram executadas, incluindo Vesey.

Após o ataque, um grupo de pastores se ajoelhou e orou em frente à igreja.

— A questão é: Por que Deus? — questionou um religioso durante a oração.
O crime supõe um novo golpe para a comunidade negra nos Estados Unidos, que nos últimos meses tem sido vítima de crimes aparentemente motivados pelo racismo, em particular homicídios cometidos por policiais brancos contra homens negros desarmados. Foi o caso de Ferguson em 2014 e o de Baltimore há algumas semanas, além de vários crimes semelhantes cometidos em Charleston no ano passado que desencadearam tensões raciais em todo o país.


Gospel Channel USA
Sky News
Postar um comentário
Don't Miss
© 2008-2017 all rights reserved Gospel Channel Brasil
made with by templateszoo