CD vs EP - uma mudança radical!


Gospel Channel - Desde 2014 noticiávamos que a mídia digital iria ultrapassar em 2017 a venda de CDs físicos (CLIQUE AQUI PARA LER), mas o que vimos foi uma mudança radical na forma de consumir música. No meio evangélico a tendência foi a mesma, um mercado que não era muito abalado pela pirataria foi extremamente pisoteado pela legalidade do Streaming. Praticamente todas as gravadoras cristãs se rederam ao poder e a facilidade da distribuição digital. Os CDs evangélicos dos maiores nomes da música gospel vinham de fábrica com tiragens altíssimas até meados de 2015. Hoje é uma raridade ver CDs cristãos com a primeira remessa em AA 100.000, mas ainda sim as vendas físicas continuam tendo sua expressividade. De tiragem em tiragem (mesmo em poucas quantidades) os cantores tem conseguido disco de ouro ou platina. 

 A briga maior agora está com o formato Extended Play, conhecido como EP, que nada mais é do que "curta" com no máximo 6 músicas. Há uma discussão por parte dos consumidores de CDs, que não aceitam muito bem um disco somente com 6 faixas. Outra discussão é o preço, pois alguns cantores lançam em formato EP e cobram o mesmo valor de um CD com mais de 10 faixas. Mas essa agora não é a questão que remos levantar!

O que queremos ressaltar é que em 2018 a tendência da música digital é se solidificar de vez como a principal forma de consumir música atualmente. Pra isso há uma guerra entre os serviços de Streamings e as gravadoras. A divulgação e a propagação da música digital facilitou muito o martking para as gravadoras, mas a remuneração desse benefício não é boa! Para um cantor ser bem pago pelos seus streamings, no mínimo ele precisa de 500.000 à 1.000.000 de ouvintes mensais (pra mais até). Ressaltando que eu disse BEM pago! 

Outra guerra que as gravadoras vão enfrentar em breve vai ser com seu próprio Cast. Cantores que lançam seus álbuns ou EPs de forma independente estão ganhando mais do que quando tinha seus contratos com gravadoras. Um exemplo disso foi com o cantor estadunidense Perry Lamb que teve duas de suas faixas executadas mais de 24 milhões de vezes em um ano, e rendeu a ele cerca de 40 mil dólares. (dados do Somos Músicas). 

Lançar EPs significa uma nova forma rápida de o cantor manter seu público munido de novas músicas todos os anos, afinal é menos esforço para produzir com máxima qualidade um mini-disco com 4,5 ou 6 faixas. Além do mais muito mais barato a produção, visto que não precisará pagar para masterizar e mixar mais de 10 faixas ou até mesmo uma agência para produção de encarte completo, e sim somente pela capa. 

Na música gospel já há esse movimento para o EP. Gabriela Rocha lançou esse ano o EP "Céu" com apenas 5 faixas, e o single "Lugar secreto" está no topo das mais tocadas com mais de 1.900.000 plays no Spotify. 

Vinil e  K7 passaram pelas mesmas questões quando chegou o CD; O VHS quando veio o DVD; As locadoras de filmes quando veio o Netflix. Pelo visto a era digital vai abraçar a música e o CD vai perder cada vez mais seu espaço. 

Samuel Rodrigues
Gospel Channel
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