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Donald Trump participa de marcha contra o aborto nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou em pessoa nesta sexta-feira (24) da Marcha Pela Vida — manifestação contra o abor...

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou em pessoa nesta sexta-feira (24) da Marcha Pela Vida — manifestação contra o aborto que ocorre anualmente em Washington. 

Milhares de pessoas participaram do ato. A presença do republicano marcou a primeira vez que um presidente dos EUA participa da Marcha Pela Vida, que teve a primeira edição em 1974. Trump disse ser "uma profunda honra" estar no evento e mencionou a nomeação de dois juízes conservadores para a Suprema Corte: Brett Kavanaugh e Neil Gorsuch. 



 "Toda vida traz amor a este mundo. Toda criança leva amor a uma família. Toda pessoa merece proteção", acrescentou o presidente. 

 Nos Estados Unidos, o direito ao aborto foi decidido em nível federal no caso "Roe v. Wade", de 1973. A Suprema Corte garantiu o direito ao procedimento até o chamado "ponto de viabilidade" do embrião — entre 24 e 28 semanas de gestação. Depois disso, considera-se que o feto pode sobreviver fora do útero da mulher, e o aborto pode ser feito se houver risco de saúde para ela. 

No sábado passado (18), a Marcha das Mulheres reuniu milhares de pessoas em Washington em manifestação que abordou temas como mudanças climáticas, igualdade salarial, direitos reprodutivos e imigração. 



A primeira edição desse protesto ocorreu em 2017, logo após a posse de Trump, em ato contra o presidente recém-eleito. Em entrevista concedida em 1999, Trump declarou que era a favor da legalização do aborto. "Sou completamente a favor da escolha", disse. 

A mudança no posicionamento ficou mais clara enquanto ele concorria à Presidência dos EUA nas eleições de 2016 pelo Partido Republicano. 

A agremiação tende a ser socialmente conservadora e a maioria dos eleitores são contra a legalização do aborto. Em 2019, Trump reforçou o posicionamento contrário à prática ao dizer que era "decididamente pró-vida". Porém, ele admitiu que deva haver exceções em casos como estupro ou incesto.

Gospel Channel com informações do G1

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